Poesie di Salomão Rovedo
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| Construção Há o tijolo, que pode ser puro, pedra preciosa a erigir paredes, muros, sonhos – quem sabe? Nenhuma construção se faz sem abalar a fé, se finalmente é necessário dar o primeiro passo. Telhados de jade irradiam o sonho para dentro: muitas e muitas casas levantadas sobre nuvens.
Costruzione Abandono Abbandono Sem destino Senza destino |
| O mar (Il mare) As areias Uma casa à beira da ria sorri para o mar da janela. No barco verde à deriva pescadores tarrafeando. Um sol na quase manhã é como véu no corpo dela. Guará goteja o mangue vermelho içado de verde. Os catadores de sururus e caranguejos vermelhos. Um corpo nu desmaiado na alvura do lençol azul. Maria, sim é Maria, é ela que ri para o mar da janela.
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Quando a minha noite chegar e se fechar manta sobre mim, vai me encontrar o pequenino, não verá o velho ancião não, mas aquele mesmo menino filho das noites sem calafrio. Quando essa noite me visitar, verá o mais breve reencontro entre a paz total e a escuridão, vai encarar o mesmo olhar que nela previra o desatino, o habitante da noite devassa. É primavera em algum lugar, aqui a escuridão se debruça a matutar porque não a temo.
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A alma em sereno repouso, espera por um canto para alquebrar esta falsa paz. O que fazer agora? Lembrar e andar, cantar revolvendo os cantinhos da memória.
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